Cleverson Souza

O Mentor

Não vim do palco.
Vim da linha de frente.

Empresário cristão com mais de duas décadas de mercado. Antes de aconselhar, fui o líder que precisei deixar de ser. O percurso abaixo conta como.

Cleverson Souza · Fundador

O Percurso

A história, antes de qualquer conselho.

Dez anos em cinco capítulos. Cada um custou alguma coisa.

01

A Ambição Cega Dezembro 2014 — Setembro 2015

No auge da minha carreira corporativa, atuando como gerente geral, decidi abandonar um emprego estável movido pela ambição de empreender. Iniciei uma sociedade para prestar serviços a uma empresa, com um projeto firmado para durar no mínimo três anos.

Meses depois, a conta dessa aventura chegou: a empresa parceira teve um imprevisto e mudou seus planos porque não tinha palavra, visando o próprio lucro em detrimento do que haviam acertado conosco. A forma da condução da negociação nunca ficou 100% clara, mas resultou na permanência de meu sócio na parceria, enquanto eu fui o único demitido do projeto. Pela primeira vez na vida, experimentei o luto de uma demissão, mas agora já sendo um empresário.

02

A Resposta Inequívoca Outubro 2015

Destruído por essa demissão e vivendo o peso de me sentir um fracasso absoluto, agravado por ser o único provedor de minha esposa e um filho de 10 anos, decidi me isolar para orar e pedir uma direção direta para Deus. Meu clamor foi o de alguém que precisava de uma resposta inequívoca: eu deveria voltar a ser empregado ou seguir em frente e continuar empreendendo?

Prometi que, fosse qual fosse a decisão dEle, eu a seguiria. A resposta veio por meio de Isaías 58:6-14. Naquele momento, uma voz e uma convicção interior muito fortes me tomaram, confirmando que eu deveria continuar como empresário, pois seria através dessa posição que Deus me usaria.

03

O Laboratório de Fé e a Mente Mestra Novembro 2015 — 2016

Após sentir que era para eu empreender, fui realista em minha oração e disse a Deus que só tinha dinheiro para o sustento da minha família por seis meses. Fiz um acordo: eu trabalharia como se tudo dependesse de mim e oraria como se tudo dependesse dEle por três meses.

Foi nesse cenário de pressão absoluta que aprendi a atuar em aliança. Passei a trabalhar em parceria de oração constante com a minha esposa, que assumiu definitivamente a vocação de ser minha verdadeira auxiliadora e grande conselheira, formando uma Mente Mestra inabalável.

No finalzinho do terceiro mês, fechei meu primeiro projeto, renovando o fôlego da empresa. A partir dali, fechei contrato atrás de contrato, vendo dia após dia o agir de Deus enquanto Ele tratava o nosso caráter.

04

O Crescimento, os Mentores e a Ruptura 2017 — Dezembro 2024

Assumi uma nova sociedade com um grande amigo de infância. Juntos, fizemos a fusão das empresas e crescemos. Abraçamos a prática inegociável da semeadura, em Moçambique e em outras frentes, e Deus nos honrou financeiramente.

Eu sabia que um líder não cresce sozinho. Por conta própria, passei a buscar mentores e a prestar contas a conselheiros que me ajudassem a elevar o meu padrão de excelência e a expandir a minha capacidade de gestão. Fomos fortemente desenvolvidos.

Com o tempo, passamos a ter visões divergentes sobre liderança e cultura e isso me fez ouvir a direção de Deus de que Ele me queria em uma carreira solo. Essa decisão culminou no meu Exit da empresa, concretizado em janeiro de 2025.

05

A Linha de Frente e a Expansão Janeiro 2025 — Hoje

Após o meu Exit, senti o chamado de Deus para um tempo sabático. Foi um momento necessário de desaceleração da velocidade frenética que eu imprimia no trabalho, na família e no ministério. Naquele silêncio, Ele me ensinou que a direção certa é infinitamente mais importante do que a velocidade.

Enquanto muitos interpretavam minha ausência como uma "aposentadoria", eu estava, na verdade, ressignificando minha vocação. Eu não parei; eu entrei para a "Deus S/A".

Nesse novo movimento, uni o networking de alto nível com grandes empresários a uma entrega total às direções do Alto. Fui para a linha de frente: vivi imersões missionárias profundas em Moçambique, na África, e no Sertão brasileiro. Nas trincheiras do campo, presenciei o impossível e experimentei milagres que elevaram drasticamente minha intimidade com o Criador.

Hoje, essa bagagem, forjada a ferro, fogo e fé, é o que me qualifica. Unindo a experiência real de quem senta à mesa de grandes negócios com a vivência espiritual de quem aprendeu o que realmente conta na vida, atuo como conselheiro e mentor. Meu objetivo é ajudar outros líderes a governarem seus negócios sob a perspectiva da eternidade.

O que sobrou

Quem eu aceito mentorar.
Quem eu recuso.
E por quê.

Os dez anos acima me deram três critérios. A régua começa abaixo.

Critério 01

Caráter antes de vocação.
Vocação antes de operação.

Não mentoro quem quer crescer o negócio antes de auditar o gabinete. A ordem é doutrinária: primeiro o caráter é forjado, depois a vocação que o Espírito está revelando é potencializada, depois a operação começa a refletir as duas.

Critério 02

Vínculo ativo com igreja local.
Sem exceção.

Não trabalho com espiritualidade descolada de comunidade. Quem governa sob princípios do Reino se submete à autoridade da igreja local antes de qualquer ferramenta de mercado. Candidatos que tratam a fé como sistema de produtividade são descartados no primeiro filtro, antes mesmo de marcar conversa. Em alguns casos peço carta de recomendação do pastor, não como credencial, como prova de que existe uma comunidade real que conhece a pessoa do outro lado da mesa.

Critério 03

Disposição, não disponibilidade.

Estar disponível é uma questão de calendário. Estar disposto é uma questão de caráter. Quem chega buscando técnica sem estar pronto para a ruptura de identidade sai na primeira conversa. Antes da pergunta "o que eu preciso aprender", vem a pergunta que a maioria evita: o que eu preciso parar de ser para ser quem fui chamado a ser. Quem não responde a segunda com honestidade não tem o que fazer na mesa.

O Selo

Por que o nome
Anel de Selar.

O nome desta casa veio do livro de Ageu, capítulo 2, versículo 23: "Eu o tomarei, meu servo Zorobabel, e farei de você um anel de selar, porque o tenho escolhido."

No tempo dos reis, o anel de selar não era ornamento. Era o instrumento que homologava decretos. O carimbo do anel real sobre um documento o tornava lei, e a lei selada era irrevogável, nem o próprio rei podia revogá-la depois de carimbada.

É essa autoridade que a ADS forma. Não preparamos profissionais para opinar; formamos líderes para decidir com peso de selo no terreno onde foram colocados. Esfera por esfera, decisão por decisão, com a mesma irrevogabilidade da Palavra que sela.

As Portas

Quatro caminhos. Uma régua.

Os critérios acima valem para os quatro programas da casa. O que muda é o formato, a profundidade e o tempo de travessia. Se você se reconhece, escolha por onde entrar.